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CUIDADO: DIVÓRCIOS SÃO FRUTOS DE NAMOROS QUE NÃO CUMPRIRAM SEUS PROPÓSITOS!

por Junior Meireles sexta-feira, 22 de dezembro, 2017 263389 ARTIGOS, NAMORADOS, NOIVOS, SOLTEIROS

Fala pessoal, Júnior Meireles aqui e eu quero falar sobre este assunto que incomoda, machuca e deixa marcas em muita gente – o divórcio.  Fala sério… só quem já viveu um divórcio na família sabe o quanto é doloroso. Eu já passei por isso! Vi meus pais que lutaram por 18 anos para manter o casamento, simplesmente desistindo e indo cada um para o seu lado.  Felizmente, decidi que isso não vai rolar comigo. Desde o namoro Michele e eu temos buscado a presença de Deus, seguido os princípios bíblicos, lutando e renunciando o pecado para que o divórcio passe longe do nosso lar.
Espero que você também esteja fazendo sua parte e lutando para que o divórcio não toque na família que você vai construir.
Desde já, quero que você saiba que estou muito feliz com o fato de você ter decidido abrir este artigo. Afinal, não existe um tema mais atual e urgente que o divórcio. Diga-me uma coisa: você conhece alguém que se divorciou? É claro que conhece. Infelizmente é possível que como eu, você também seja vítima de um lar alcançado pelo divórcio.

A REALIDADE DO DIVÓRCIO NO BRASIL:

Veja só em que situação estamos… segundo um estudo realizado pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] em 2013 o número de divórcios teve uma redução de 1,4% no Brasil comparado ao ano de 2012. Boa noticia? Claro, a redução do índice de divórcio e de qualquer outro problema que afete as pessoas e a sociedade sempre será uma boa noticia.
O problema é que apesar dessa redução o número continua alarmante: a cada três casamentos um terminou em divórcio. Os cartórios registraram 1.041.440 casamentos enquanto a quantidade de divórcios chegou a 341,6 mil – e isso no mesmo ano em que houve a redução. Diminuiu? SIM! Mas ainda assusta saber que vivemos em um pais onde 341,6 mil casamentos foram destruídos em apenas um ano e que a cada 10 casamentos realizados 4 são desfeitos no primeiro ano, 3 entre o segundo e o terceiro ano, e apenas 3 casais completam cinco anos de casamento.
Doideira não é?

QUAIS SÃO AS RAÍZES DO PROBLEMA?

 Diante de uma realidade tão dura surge a pergunta: De onde vem tantos divórcios?
O filosofo Voltaire escreveu: “Todo divórcio começa mais ou menos ao mesmo tempo que o casamento. O casamento talvez comece algumas semanas mais cedo”. Vale lembrar que Voltaire vivia num tempo onde o namoro não existia. E diferente do que muitos pensam o divórcio não começa no casamento. Assim como uma árvore, o divórcio não nasce do dia para a noite e não cresce da noite para o dia. E mais perigosa que os galhos da árvore são suas raízes! Ou seja, nem sempre são as atitudes dos casados (galhos) que destroem casamentos, mas as atitudes dos namorados (a semente e a raiz) que comprometem o futuro da relação.
Nos atendimentos que faço é muito comum ouvir pessoas casadas reclamando de problemas que ocorreram no namoro. Portanto, do mesmo modo que uma árvore é fruto de uma semente, divórcios são frutos de namoros que não cumpriram seus propósitos ou que foram mantidos com propósitos errados.  
Todo casal de namorados deve estar preocupado com as sementes que estão plantando… se não se preocuparem com elas, terão que gastar muito tempo no casamento para colher os frutos indesejáveis. Como diria o economista britânico Adam Smith: “A ambição universal do homem é colher o que nunca plantou”. e eu diria que também é “não colher o que plantou”. 

QUAL É O PROPÓSITO DO NAMORO? 

O propósito do namoro é fazer com que o casal cresça no conhecimento um do outro. É um tempo para que o casal investigue se o parceiro tem um bom caráter ou não, quais são suas filosofias, os objetivos, propósitos pessoais, defeitos, manias e comportamentos. É no namoro que descobrimos essas coisas (que fazem toda a diferença no casamento) e quando chegamos ao conhecimento delas temos a possibilidade de avaliar de forma coerente se somos ou não compatíveis, se podemos nos casar e se seremos capazes de conviver um com o outro pelo resto de nossas vidas. 
O problema é que a maioria dos jovens têm mantido namoros com propósitos cada vez mais distantes desses. Muitos namoram para satisfazer a carne, os desejos, passar tempo e para não ficarem sozinhos. Propósitos como esses, podem até levar o namoro ao casamento, mas não são bases firmes. Casamentos formados com base em propósitos irrelevantes não são capazes de suportar as tempestades da vida e acabam demoro nando sobre as pilhas de processos de litigiosos nos tribunais.  

A REALIDADE DOS NAMOROS ATUAIS:

Durante muito tempo preguei em meus congressos e seminários que o namoro é o tempo de preparo para o casamento, mas hoje em dia, percebo que o namoro como tem sido praticado pela maioria faz justamente o contrário, antecipa a intimidade do casamento, aniquila o conhecimento verdadeiro um do outro e rouba o foco de coisas importantes que devem ser observadas antes de dar o passo em direção ao altar.
Cresce o número de pessoas que se relacionam e casam sem conhecer verdadeiramente o parceiro, sabem pouco sobre: caráter, modo de pensar e quase nada ou nada a respeito dos planos para o futuro.
Minha opinião sobre o namoro ser o tempo de preparo para o casamento não mudou, permaneço pensando do mesmo modo, porém questiono se a geração atual possui maturidade para assumir um compromisso te tamanha seriedade como o namoro, se estão dispostos a se manterem fieis a Deus e aos princípios bíblicos ou se querem namorar pra beijar na boca, fazer sexo, satisfazer seus desejos e mostrar pro mundo inteiro que conseguem conquistar alguém. Sei lá, a coisa ficou muito banal.

O QUE A BÍBLIA DIZ?

A Escritura Sagrada nos diz: “Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião” [Eclesiastes 3:1]. A intimidade foi feita para o casamento, quando dois jovens desfrutam de intimidade sem compromisso ficam cegos, perdem o foco do que é importante, atropelam as fases, queimam etapas e acabam se tornando dependentes fisicamente um do outro.
Dependentes ao ponto de nunca desnudarem o rosto das mascaras que usam para sustentar a todo o custo o relacionamento. Essas mascarás são mantidas até o casamento… mas quando chega lá, da ruim, casamento não é carnaval… ele não permite a existência de mascarás, ao contrário ele é como acido sobre elas, a convivência arranca as mascarás e mostra quem somos de verdade.
Quando as mascarás caem, surge o discurso: “ele(a) mudou tanto”, mudou nada, foi sempre assim, nós é que estávamos preocupados com coisas que deveríamos fazer no casamento e não nos preocupamos com as coisas do namoro.

CONCLUSÃO:

O que insisto e gostaria que todo casal de namorados entendesse é que suas atitudes enquanto solteiros é um plantio que vai gerar uma colheita. Pense comigo, se todas as nossas atitudes são sementes, o que plantarmos enquanto solteiros colheremos no tempo de? … Portanto, pense bem no que você está plantando… se você deseja colher um casamento abençoado trate de ter um namoro abençoado, plante fidelidade a Deus durante seu namoro e tenha certeza de que fidelidade a Deus no namoro, gera fidelidade de Deus no casamento.
O primeiro passo para um boa construção é fortalecer o alicerce. Divórcios são frutos de namoros que não cumpriram seus propósitos e não geraram bases capazes de sustentar o futuro.
Pense nisso!
Deus abençoe sua vida rica e abundantemente,
Deixe seu comentário, ele é importante para nós!

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